Escrito em Setembro de 2010.
Ela caminhou durante algum tempo
Enganando os próprios passos
Porque sabia muito bem
Onde eles iriam leva-la
Cessou-se a caminhada
Por um instante se rendeu e cansou-se
De não poder confiar em seus passinhos
Estava farta daquele caminho vazio
E já perdeu as contas
Das vezes em que tentou detestar
O que tanto anseia em abraçar.
Já não fazia sentido continuar assim.
Ela queria gritar em prantos
Pra fazer aquilo, então, sair
Queria expelir
O tal do amor
Tentou de tudo
Mas não tentou amar
Porque sabia que seria pior
Quando se lembrou do que já passou
Queria dormir
Mas seus sonhos lhe perturbavam.
E não sabia onde colocar tanto sentimento
Que nunca usava, por sinal.
E a intrusa sensação de que aquilo já lhe consumia as entranhas
Lhe deixava calada um bocado de tempo
Tempo que perdia toda a vez que pensava, e caía.
Caía de medo, de frio de angustia; Caia, não porque queria.
Ela descansa os dedos no papel
Chora carinhosamente e sente
As lágrimas correndo em seu peito que tanto arde
E procura secar todas elas, com lembranças amargas
Na pura tentativa de esquecer, abria feridas
E não conseguia se sentir menos culpada.
Qualquer passo a mais, qualquer passo a menos e Adeus
"Realmente, ela já tava muito perturbada"
Diriam mais!
Que talvez fosse melhor assim
Morrer de amor aos pés de quem ama
Antes que fosse de ódio nas mãos do amado.