segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Quando acaba.

Talvez um dos maiores medos que eu tenho em ter que esquecer algo ou alguém, seja de que eu realmente consiga fazê-lo.
Fica aquela sensação esquisita de que eu realmente já nem lembro como é o rosto da pessoa e de que todos os momentos, os bons e ruins, já não fazem a menor diferença.
Sem contar na vontade de saber como a pessoa tá ou que ela tá fazendo, mas não porque eu ainda sinto algo e esteja precisando saber disso, mas porque eu já não enxergo mais aquele alguém como antes, talvez o enxergue como um amigo distante, quase um parente que eu vejo uma vez por ano.
Chega a ser quase constrangedor, as vezes parece que sentimento realmente não vale de nada, porque a gente esquece - eu esqueço - tão rápido, que mesmo lembrando que doeu, que foi difícil e muito embaraçoso, parece que simplesmente nada aconteceu.
É estranho, de verdade... é como se nada tivesse acontecido, como se eu não o conhecesse, como se eu tivesse apagado minha memória.
E é sempre assim: Meus amores se vão como um sopro, minhas dores somem com o tempo e novas pessoas aparecem a cada passo que eu dou.