Escrito em Novembro de 2009.
Não tenho boas palavras, palavras poéticas pra começar isso daqui hoje.
Não consegui achar de primeira as mesmas num vocabulário como o meu. Não vou persistir.
Mas tem coisas que eu quero dizer mesmo sem saber como.
Existem coisas acontecendo, pra qualquer canto que você olhe tem alguém alí sofrendo.
Você pode não ver, você pode não entender mas ela tá lá procurando por respostas, procurando entender o porque, tentando se achar de alguma forma, o mundo dela caiu e não tem quem levante a não ser um rápido retorno ao passado.
Por isso hoje eu gostaria muito ter sido alguém pro ombro doar a quem um dia eu amei e não pude dizer, a quem fugiu do meu amor e simplesmente não tive mais força pra correr.
Te olhar nos olhos e dizer eu sinto muito não seria o suficiente nem por um instante, mas mesmo assim eu sinto.
Eu poderia ser a única que se sente dessa forma apertada e desconfortável, na verdade, nessa mesma situação só eu me encontro, de te pedir perdão e te acariciar com o olhar direto e tristonho, por todos os dias sem uma palavra que não soassem como agulhadas, só eu posso fazer.
Volta pra casa.
Eu já conheci teus passos, eu entrei no teu mundo, eu destrui tudo em poucos segundos de leitura.
Eu poderia lhe doar palavras e te olhar de maneiras mais suaves e sinceras todos os dias
Eu poderia te dar bom dia e boa noite como se não fossem doer em outro ser.
Eu queria mesmo era nunca ter tido você ou te ter agora pra te dizer que eu me sinto frágil diante de uma situação pesada.
Perdoa.
Volta atrás e perdoa, me desculpa pelos arranhões e pelo tapa, talvez palavras ásperas foram impensáveis e eu errei.
E como eu queria te dizer te amo assim como os que agora você escuta.
Nessas horas tudo é dor e só há um que cura, eu sinto muito por não ter te deixado permitir com que quem seja teu herói, seja eu.
De longe eu aprendi a voar ao teu redor como se nada eu quisesse, sentindo um mar de lembranças bater nas costas e transformar um mês em um ano.
Nada se perde daquela forma, nada daquilo deve ser irreparável. Então repara.
Estamos sem palavras e estamos sem graça, queremos muito de quem tem pouco, estamos num tumulto, a multidão nos engole, a carga é pesada e nossas costas são pequenas, temos ajuda mas nem sempre é suficiente.