Não é pra ser.
Palavras, olhares e sorrisos.
Todos no mesmo marasmo, na mesma tormenta, no mesmo tufão.
Não temos controle, temos confusão.
Nos sentimos sufocados, precisamos de alguém
Temos todo mundo e mal suportamos tudo isso.
É como se tivessemos tudo e ao mesmo tempo o nada.
É que quem queremos realmente não podemos ter
E ai doamos a outros corpos os doces beijos e amargos sentimentos que não podemos dar a quem tanto queremos.
Tá errado.
Já não usamos corpos, usamos corações, ocupamos mentes e não muito satisfeitos, ocupamos camas e assim aumentamos a bola de neve querendo mais.. querendo mais.
A gente se engana: não temos a menor noção da tal da repercurção.
É muita gente, é muito coração, é um embaraço tão grande que mal podemos alcançar um pensamento lógico sobre a situação, pisar no chão, tá tão distante.
Eu quero sentir cada respiração, cada tumtum do coração, quero ter nos braços o calor dos abraços.
E se soubessem a da dor de cabeça que me causa toda essa brincadeira, não ririam quando vissem meu rosto vermelho e minhas mãos se escondendo por não ter onde tocar, sem graça e desconsertada, toda desengonçada tentando lhes enganar.
Toda armação foi feita por mais um dia de amor.
Uma cama foi arrumada por mais um dia de calor.
Mais um beijo foi dado afim de provar outro sabor.